
Às vezes, eu paro e penso: "quem sou eu? onde estou? para onde vou?". Isso tudo parece muito filosófico mas a verdade é que eu ainda não descobri quem sou. Não sei se é só comigo, mas é muito difícil descobrir quem você é.
Sei do que eu gosto, do que eu não gosto, do que me faz bem e do que me faz mal. Mas tudo isso não leva a muita coisa.
Quem somos nós na sociedade de hoje? Você é quem deseja ser ou você é o que a sociedade deseja que você seja?
Roupas coloridas, tênis de marca, o óculos da moda, tudo isso, fruto de uma sociedade que impõe as regras. Indútria Cultural, como diz a minha professora de sociologia.
Você tem mesmo que se acomodar com isso tudo? Temos mesmo que assistir à mesma emissora de TV? Temos que assistir à novelas em que mostram famílias e pessoas todas "erradas"? E o que é o certo então?
O jovem de hoje tira fotos pra colocar no orkut e não no álbum de fotografias, eles tem um diário virtual, chamado Twitter, em vez daquele tradicional que se escrevia ao fim do dia.
E mesmo falando todas essas coisas aqui, confesso sim que tenho Twitter, que assisto novelas enfim, essas coisas que nos consomem.
Mas sempre é bom parar pra refletir sobre isso... são essas coisas que vão fazer quem somos, fazer a personalidade de cada um? É a mídia que faz quem somos hoje?
Eu acredito que não, embora tenha muita influência sobre cada um de nós. E a gente tem que saber impor limites pra todas essas coisas. Pois viver alienado a esse mundo, não deve ser lá uma das melhores coisas.
O importante mesmo é o que está dentro de cada um de nós, é um sorriso sincero, é um abraço de um amigo, coisas simples... essas coisas sim, que vão fazer de nós pessoas melhores, essas coisas que vão fazer de nós quem seremos amanhã.
Ops, quero dizer, fazer parte de quem somos pois como dizia o poeta: quem se define, se limita.
E nós temos que ser um eterno parênteses em aberto, enquanto a eternidade durar.