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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Uma manhã, um sol, uma bicicleta

Dia desses acordei animada. Levantei, tomei café e quando olhei pela janela e vi o sol brilhando na manhã de sábado, não pensei em outra coisa senão aproveitar o que estava a frente de meus olhos.
Coloquei uma roupa, dei um beijo na mãe, peguei a bicicleta e saí. Pedalei pela rua em frente de casa e quis mais. Confesso que nesse dia, estava num pique só.
Cheguei a ciclovia que beira o rio e pedalei mais. Enquanto o fazia, fui olhando em volta: as pessoas ao meu redor, o vento no rosto, uma criança aprendendo a andar de bicicleta...
Ainda era inverno, mas os Ipês já estavam floridos. Amarelos, vermelhos, rosados... (Tá! Nem tantas cores assim). Mas era uma paisagem linda de ver, de sentir.
Naquele dia pensei nas pessoas que reclamam da vida o tempo todo, que ficam trancadas em casa ou nos escritórios, enquanto o mundo as espera do lado de fora.
Acredito que dá para sermos felizes com muito pouco. É só sabermos aproveitar o pouco que temos. Morando em cidade grande, no campo, na praia ou até mesmo em uma cidade pequena como a minha.
Isso pode parecer clichê demais mas eu acredito que a felicidade está em momentos. Grandes ou pequenos, simples ou grandiosos que sejam.
Eu consegui ser feliz naquela manhã de sol com aquela bicicleta. E você? Já foi feliz hoje?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Como brinquedos esquecidos

Existem diversos tipos de pessoas. Há aquelas que vivem sorrindo, fazendo brincadeiras. Há quem não goste de brincadeiras. Pessoas que transmitem alegria pelo olhar e pessoas que passam e deixam um clima pesado no ar. Pessoas que falam o que pensam, pessoas que fingem sentir...
Mas hoje estou aqui para falar de um tipo de pessoa em especial. São aquelas que pensam que sentimentos são brinquedos.
Poxa vida! Passam-se anos e gerações e continuamos a acreditar nesse tipo de gente. Foi assim com minha avó, com minha mãe, foi comigo e continuará sendo com minhas filhas e netas. Pois pessoas assim nunca deixarão de existir e nós nunca deixaremos de nos iludir.
Por que tem que ser assim? Por que acreditamos no que elas dizem e prometem?
Bom, na minha opinião, acho que é porque o ser humano é assim mesmo. Sempre em busca da felicidade. Sempre querendo viver um grande amor, ter grandes amigos e todas essas coisas. E isso é só uma opinião. Não quer dizer que seja essa a verdade.
Acreditar é algo que se tornou complicado. Acreditar em que? Cansei de acreditar e ter que "desacreditar" a toda hora.
Todo esse papo está me cansando. Acreditei no início que esse texto iria me levar a algum lugar mas vejo que não está me levando a nada. Ilusão mais uma vez. Será que tudo é ilusão? Será que as pessoas não se cansam de iludir umas as outras? Não sei de mais nada.
Agora, nesse momento, a única coisa em que acredito são nos sentimentos que não são ilusão e não são brinquedos. Eles são reais, são verdadeiros. Mas as pessoas esqueceram disso. Esqueceram que sentimentos têm vida e que quando feridos, doem demais! E quanto maior a ferida, maior a cicatriz. Esqueceram de uma palavra chamada gentileza. Não precisamos passar por cima dos outros para conseguir o que queremos. Mas hoje isso acontece a todo instante. Esqueceram que a verdade sempre acaba chegando. Esqueceram de muitas coisas e dentre todas elas, do mais importante: esqueceram do amor. Não digo só o amor entre um homem e uma mulher, mas o amor ao próximo.
O mundo esqueceu de amar e sendo assim, deixou de enxergar a importância do sentimentos. Sem respeito, sem bondade, sem gentileza, sem compaixão, sem humildade, sem amor... como se fossem brinquedos esquecidos em uma prateleira.