Eu vejo um mundo sem cor, pessoas sem rostos, olhares sem brilho, passos marcados, caminhos trilhados.
Eu vejo prédios, casas, carros, ruas... Vejo o vai-e-vem de trabalhadores que mais parecem robôs programados.
Vejo pessoas que parecem zumbis, escravos das drogas da sociedade. Rostos jovens se perdendo em vícios cada vez mais estranhos.
É um mundo cinza. Um mundo frio. Onde ninguém mais pode confiar em ninguém. Pois até confiar em si mesmo pode ser perigoso. Um mundo onde o 'eu' vai sempre falar mais alto.
Eles não estão preocupados com você. Eles só estão interessados em você. Por isso, tenhamos cuidado!
A vida cinzenta, passos programados. Eles querem tomar o seu lugar. Eles vão te humilhar e depois vão pisar em você. Não querem nem saber.
Eu vejo um mundo sem cor, rostos sem sorrisos, sorrisos sem risos.
Passos trilhados. Caminhos marcados.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
without
Ela tinha saudade de coisas que já não pertenciam mais a ela. Coisas que foram tiradas dela de repente. Muito de repente.
Saudade de conversas jogadas fora, das reuniões que faziam, das risadas infinitas e das rodas de violão. Cada acorde tocado agora ela lembrava dos momentos tidos com aquelas pessoas e da velha música que dizia que vida seria melhor no futuro, por cima de um muro.
Pessoas que estiveram alí em grande parte da vida dela. E tudo isso ela não podia mais ter. Por mais que tentasse consertar as coisas, nada seria como antes.
Certo dia – como a maioria dos dias – ela se viu pensando naquelas lembranças, naqueles momentos. Viu então a caixinha de fotos que ficava sob a prateleira de madeira. Abriu a caixa. Tirou todas as fotos e cartas de dentro. Olhou foto por foto. Leu carta por carta. Escorreram lágrimas e mais lágrimas.
Lembranças daquelas pessoas queridas que não se importavam mais com ela. Desejo de estar com elas novamente e viver tudo aquilo mais uma vez. Mas ela não podia.
Tinha jogado tudo isso fora em troca de outras coisas. Coisas essas que não valeram a pena. E ela acabou ficando sem coisa alguma.
No fundo, ela sabia que podia tentar consertar as coisas. No fundo ela queria isso. Mas tinha o medo da rejeição. Medo de perder ainda mais. Medo de não darem valor novamente a isso. Medo. Simplesmente medo. Talvez um pouco de orgulho, mas era principalmente medo de ser rejeitada mais uma vez.
Ela podia ter trilhado outro caminho. Em certo momento de sua vida, ela se viu na possibilidade de poder escolher entre dois caminhos. Ela escolheu um que não valeu tanto a pena como ela imaginava. E acabou perdendo tudo.
O problema era que ela acreditava muito nas pessoas e se importava demais com tudo. Um dia ela achou que era a hora de se importar mais com ela. Achou que fosse a hora dela ser feliz. Abriu mão de coisas em troca da felicidade.
Foi um erro. Felicidade não durou tanto assim. Ela tinha pensado mais nela, pela primeira vez. E nem assim conseguiu. Feriu-se do mesmo jeito. Ela acreditava em muitas coisas. Acreditava que pudessem existir pessoas sinceras. Acreditava em um mundo melhor – pra ela e pra todos. Ela acreditava que o amor realmente pudesse existir. Mas tiraram isso dela também.
Está prestes a se tornar uma pessoa fria. Por mais que tentasse, ela não conseguiria. Era assim por natureza. Sempre se importando até mesmo com quem fez mal a ela. Nada poderia ser feito.
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