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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

MUDAR - preciso e necessário


Mudo o tempo todo.
O jeito de arrumar o cabelo, o toque do celular, o livro de cabeceira, as fotos dos porta-retratos.
As pessoas mudam o tempo todo. O mundo muda o tempo todo.
O fato é que temos que admitir que seria bem chato se tudo fosse exatamente igual o tempo todo.
O que aconteceria se as pessoas nascessem iguais, se todos tivessem as mesmas coisas, fossem aos mesmos lugares e tivessem os mesmos amigos? Em 99,9% das respostas obteríamos o mesmo resultado: o de que a vida cairia no tédio da monotonia. Os outros 0,1% poderiam pensar de uma outra maneira.
Mas, entre tanto blá, blá, blá, queria somente refletir que existem mudanças e mudanças. A gente pode mudar e obter resultados bons no futuro, ou não. Depende do seu tipo de mudança. Depende de você mesmo.
Às vezes, fico me perguntando: por que as pessoas mudam tanto de uma hora pra outra? Ou será que elas sempre foram assim e nós é que nunca enxergamos?
Apesar de tudo isso, mudar é sempre bom, no geral.
Ninguém aguentaria ver o mundo cor-de-rosa todos os dias.
"A mudança é a lei da vida", dizia algum poeta. Sendo lei ou não, é preciso que as coisas se modifiquem. Pena que nem sempre tudo muda e se encaixa a nosso favor. Algumas pessoas ou coisas mudam e não nos deixam satisfeitos. Mas quanto a isso, não se pode fazer nada já que na vida, cada um é responsável por suas decisões e atos. Ao contrário do que muitos pensam, seres humanos não são fantoches para serem manipulados.
Cabe a cada um a aceitação de que mudar é preciso e extremamente necessário em nossa vida.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Uma manhã, um sol, uma bicicleta

Dia desses acordei animada. Levantei, tomei café e quando olhei pela janela e vi o sol brilhando na manhã de sábado, não pensei em outra coisa senão aproveitar o que estava a frente de meus olhos.
Coloquei uma roupa, dei um beijo na mãe, peguei a bicicleta e saí. Pedalei pela rua em frente de casa e quis mais. Confesso que nesse dia, estava num pique só.
Cheguei a ciclovia que beira o rio e pedalei mais. Enquanto o fazia, fui olhando em volta: as pessoas ao meu redor, o vento no rosto, uma criança aprendendo a andar de bicicleta...
Ainda era inverno, mas os Ipês já estavam floridos. Amarelos, vermelhos, rosados... (Tá! Nem tantas cores assim). Mas era uma paisagem linda de ver, de sentir.
Naquele dia pensei nas pessoas que reclamam da vida o tempo todo, que ficam trancadas em casa ou nos escritórios, enquanto o mundo as espera do lado de fora.
Acredito que dá para sermos felizes com muito pouco. É só sabermos aproveitar o pouco que temos. Morando em cidade grande, no campo, na praia ou até mesmo em uma cidade pequena como a minha.
Isso pode parecer clichê demais mas eu acredito que a felicidade está em momentos. Grandes ou pequenos, simples ou grandiosos que sejam.
Eu consegui ser feliz naquela manhã de sol com aquela bicicleta. E você? Já foi feliz hoje?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Como brinquedos esquecidos

Existem diversos tipos de pessoas. Há aquelas que vivem sorrindo, fazendo brincadeiras. Há quem não goste de brincadeiras. Pessoas que transmitem alegria pelo olhar e pessoas que passam e deixam um clima pesado no ar. Pessoas que falam o que pensam, pessoas que fingem sentir...
Mas hoje estou aqui para falar de um tipo de pessoa em especial. São aquelas que pensam que sentimentos são brinquedos.
Poxa vida! Passam-se anos e gerações e continuamos a acreditar nesse tipo de gente. Foi assim com minha avó, com minha mãe, foi comigo e continuará sendo com minhas filhas e netas. Pois pessoas assim nunca deixarão de existir e nós nunca deixaremos de nos iludir.
Por que tem que ser assim? Por que acreditamos no que elas dizem e prometem?
Bom, na minha opinião, acho que é porque o ser humano é assim mesmo. Sempre em busca da felicidade. Sempre querendo viver um grande amor, ter grandes amigos e todas essas coisas. E isso é só uma opinião. Não quer dizer que seja essa a verdade.
Acreditar é algo que se tornou complicado. Acreditar em que? Cansei de acreditar e ter que "desacreditar" a toda hora.
Todo esse papo está me cansando. Acreditei no início que esse texto iria me levar a algum lugar mas vejo que não está me levando a nada. Ilusão mais uma vez. Será que tudo é ilusão? Será que as pessoas não se cansam de iludir umas as outras? Não sei de mais nada.
Agora, nesse momento, a única coisa em que acredito são nos sentimentos que não são ilusão e não são brinquedos. Eles são reais, são verdadeiros. Mas as pessoas esqueceram disso. Esqueceram que sentimentos têm vida e que quando feridos, doem demais! E quanto maior a ferida, maior a cicatriz. Esqueceram de uma palavra chamada gentileza. Não precisamos passar por cima dos outros para conseguir o que queremos. Mas hoje isso acontece a todo instante. Esqueceram que a verdade sempre acaba chegando. Esqueceram de muitas coisas e dentre todas elas, do mais importante: esqueceram do amor. Não digo só o amor entre um homem e uma mulher, mas o amor ao próximo.
O mundo esqueceu de amar e sendo assim, deixou de enxergar a importância do sentimentos. Sem respeito, sem bondade, sem gentileza, sem compaixão, sem humildade, sem amor... como se fossem brinquedos esquecidos em uma prateleira.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Questão de tempo, confiança, acaso, sei lá mais o que

Dizem por aí que amigos são a nossa segunda família. A família que escolhemos. Acredito nisso somente em parte. Não creio que escolhemos os amigos e muito menos eles nos escolhem. Amizade, pra mim, é algo que acontece. Não é algo que você escolhe a dedo, embora tenha esse livre arbítrio. Pois amizade se constrói, se conquista a cada dia.
Quantas vezes tivemos a certeza de que certo alguém era seu melhor amigo e no final, acaba te decepcionando?
É só depois de um tempo que você percebe a grande diferença entre amigos, colegas e conhecidos. Só depois te um tempo que percebemos que temos vários conhecidos, muitos colegas e alguns poucos amigos que, se contarmos na palma da mão, ainda restaram dedos abaixados.
Mas não deixo de lado aqueles que não são tão amigos assim pois na vida, precisamos de momentos felizes. Precisamos rir daquela palhaçada do garoto mais bobo da sala de aula, precisamos ouvir histórias engraçadas, ouvir elogios (sinceros ou não), ouvir também o que não queremos ouvir, abraçar, ter um ombro pra chorar enfim, precisamos dessas pequenas alegrias, nos sentir queridos.
Existem tantos tipos de amizade e tantos jeitos de começar uma amizade.
Pode ser que leve questão de dias, minutos ou segundos. Pode ser que leve meses ou anos para duas pessoas perceberem o tempo que elas perderam enquanto não foram amigas.
Tudo uma questão de tempo, confiança, acaso (?) ou sei lá mais o que.
Afinal, nunca saberemos realmente quem são nossos amigos de verdade. Também não ficarei perdendo meu tempo tentando enxergar quem é realmente meu amigo. Isso a vida se encarrega de me mostrar e fazer com que eu erre e aprenda muitas vezes. Quem tiver que aparecer na minha vida, vai aparecer, o que tiver que acontecer, acontecerá... resta-me esperar.
Só isso, mais nada.


*

sábado, 3 de julho de 2010

De repente



De repente você percebe que a vida é surpreendente. Depois de um tempo você enxerga as coisas com outros olhos. Depois de ter errado muito, você acaba aprendendo.

Aprendendo que você não pode pensar somente em si. Temos que pensar nas pessoas também. Mas aprende que se pensarmos só nas pessoas, esquecemos de pensar em nós mesmos.

Aprende que a vida é feita de escolhas. A toda hora temos que ver qual caminho escolher. Seja da decisão mais simples como escolher que blusa comprar ou uma decisão mais complicada como escolher que profissão seguir.

Aprende que nem todas as pessoas ao seu redor são realmente seus amigos. E que talvez, aquele que você nunca deu tanta importância assim, te quer muito bem. E você nunca soube disso.

Percebemos que pessoas que você sempre fez de tudo por elas, não estão nem aí pra você e te deixam “na mão” na hora em que mais precisamos. E aquela que você nunca imaginou, ficará ali do seu lado, te ajudando e te apoiando.

Aprendemos que amores não são pra sempre, por mais que queiramos acreditar. Que é difícil percebemos quando o amor é verdadeiro e por causa disso nos iludimos muitas e muitas vezes.

A felicidade é mais fácil de encontrar para alguns, mais difícil para outros. Para algumas pessoas, ela sempre esteve ao lado. Só nunca conseguiram enxergar. Já outras pessoas passam a vida inteira em busca disso. Mas no final, nós sempre encontramos uma maneira de ser feliz. Com pouco, com muito... a felicidade sempre chega. Mesmo que para isso tenhamos que passar por muitos obstáculos. Mas é aí que está. Quanto mais barreiras, melhor é o gostinho da vitória no final, não?

A gente pode ser feliz com tão pouco e nem nos damos conta disso. Um dia ensolarado, o perfume das flores, uma música agradável, o vento, o céu, o mar, as estrelas, bons amigos e um violão. Coisas simples que se pararmos um pouco de reclamarmos de tudo que não temos ou gostaríamos de ter e ficarmos satisfeitos com o que temos, a vida pode se tornar bem mais maravilhosa.

Viver com paixão, esse é o lema!

Ficar perto de quem te faz bem, dar valor aos bons amigos, fazer novos amigos, passar mais tempo com a sua família, abraçar a quem você tiver vontade. E abraçar de verdade, com paixão, com vontade. E ao principal: demonstrar seus sentimentos!

Viver com quem não te faz bem e ter que fingir que está tudo ótimo, só vai te fazer sofrer. Se você ama alguém: FALE! Esconder seus sentimentos não vai ajudar em nada. Mas só diga “Eu te amo” se for verdadeiro, do fundo do peito. E existem mil e uma maneiras de demonstrar que você ama alguém.

Como diz a música: mais do que palavras para mostrar que você sente, que o seu amor por mim é real” pois “o que você diria se eu jogasse aquelas palavras fora?” E se não existisse “eu te amo” ? O que você faria? “Então você não poderia renovar as coisas apenas dizendo "eu te amo" ”.

O mais importante de tudo é dar valor a quem te ama verdadeiramente. E então fica a pergunta que não quer calar: QUEM TE AMA DE VERDADE? De repente, você nem sabe!

sábado, 26 de junho de 2010

O importante,

não são quantas pessoas telefonam pra você, nem com quem você saiu ou está saindo. Também não importa se você nunca namorou ou com quem namorou. O importante não é quem você beijou. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte você pratica ou o colégio que freqüenta. Na verdade, o importante não são suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou na faculdade. Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros. O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor. O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm, fingem ou pretendem ser. Isso é o importante.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Desabafo

E cada vez mais eu sinto a certeza de que as pessoas se afastam de mim e que nunca se realmente se preocuparam comigo. Quem eu pensei que gostasse de mim, nunca gostou. Algumas pessoas falam por educação, outras por interesse e eu não tenho com quem desabafar, com quem compartilhar os segredos e problemas. Sabe, não precisava ser um melhor amigo. Mas apenas alguém em quem eu pudesse confiar.
Hoje, apesar de toda a alegria e todos os sorrisos que demonstro, sei que estou só, completamente só.
Não sou uma pessoa triste. É só que no momento não estou feliz. Espero que não dure por tanto tempo.

A felicidade completa, às vezes, é difícil de se alcançar.