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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Existe o sol, a casinha, o vinho, as lágrimas. E existe o amor.



O sol nascia.
O relógio, como de praxe, tocou às cinco e quarenta e cinco da manhã. E voltou a tocar novamente às cinco e cinquenta e cinco.
Ela olhou pro lado e viu o vazio. Ele havia partido. Desejou permanecer alí por mais tempo. Desejou dormir pra sempre. Mas o dever a chamava. Levantou e foi até o banheiro para lavar seu rosto. Dirigiu-se até a cozinha, tomou um copo de leite. Arrumou-se, maquiou-se.
Antes de sair, olhou para o espelho e passou a mão entre algumas mechas de cabelo. Ajeitou com delicadeza, prendendo os fios no alto da cabeça. Partiu porta a fora, por entre as ruas tristes e desertas daquele inverno gelado.
Ela caminhava lentamente, indo em direção ao seu dever. E enquanto o fazia, pensou nele mais uma vez. Fazia muito frio. O vento era de cortar os lábios e de fazerem suas extremidades ficarem extremamente frias. Mais frias que o de costume. Pensou nele mais uma vez.
Chegando ao seu destino semanal, cumprimentava as pessoas gentilmente. Um riso aqui, outro acolá. Ao final do expediente, voltava pra casa ansiosa e saudosa. Ao chegar a sua casa, depois de um prazeroso banho, foi até a cozinha. Era um dia especial. Todos os anos ela se lembrava dessa data e fazia questão de preparar aquele jantar. O jantar que se repetira por tantos e tantos anos.
Como quase involuntariamente, suas mãos dirigiram-se para o velho armário que havia na parte de cima e pegou duas taças de cristal. Sim, ela pegou duas taças, apesar de estar completamente só. Escolheu, com muito bom gosto, o melhor vinho de todos. Ajeitou a mesa, tirou a comida do forno e esperou.
Sob o calor da lareira que havia naquela simples casinha de madeira, esperava por alguém. As taças brilhavam tanto que podia-se ver o reflexo da janela e o que havia além dela. Do lado de fora, havia frio. Mas havia também uma cadeira de balanço e uma rede de palha, feita a mão. E os dois objetos, a cadeira e a rede, balançavam mutuamente devido ao vento cortante que soprava naquela varanda. Do lado de dentro, além do calor da lareira (e só da lareira), havia ela e havia a solidão. Mas havia também uma perceptível esperança sobre sua face.
Uma lágrima escorreu de seus olhos. E ela continou olhando fixadamente para as taças e esperou mais um pouco.
E todos os dias eram assim. Ou quase todos eles.
A tarde ia caindo, o sol ia se pondo. As lágrimas iam rolando.
Mas eram lágrimas de felicidade. Nada disso foi em vão. Pois alguém batera a sua porta e entrara na casa. Casa que era não tão grande, nem tão pequena. Simples, mas muito aconchegante. E ela ouviu a voz:
- Boa noite, meu amor! - disse ele.
Ela sorriu. E antes que alguém pudesse pensar e dizer qualquer coisa, antes mesmo de se deliciar do vinho escolhido com tanto gosto, eles já estavam se amando. Pertencendo um ao outro por instantes que pareciam eternos. Instantes que não contamos cronologicamente. O tempo era só um detalhe. Aquele foi o momento em que paz invadiu aqueles corações cansados. Corações que, definitivamente, não pertenciam ao mundo em que conhecemos.
E o sol se pôs.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Being happy



Mudei. Novamente. Não que eu me canse das coisas facilmente. Não é isso.
É que a vida andou me mostrando outros caminhos que eu não conhecia. Vou explicar já.
Andei um tempo sem escrever e sem inspiração alguma. Muita coisa vem acontecendo.

Coisas boas e ruins. Parecem que quando elas vêm, vêm todas ao mesmo tempo.
Só quero desfrutar da minha vida em paz, sem nenhuma interferência.
Nesse tempo que passou, encontrei o amor e a felicidade. Encontrei-os dentro de mim mesma. Depois descobri que eles sempre estiveram lá; eu é que não os enxergava.

Assim, eu não vou e nem quero entrar em detalhes. Eu só queria dizer que nem tudo são sempre flores. Vivemos tempos difíceis e problemas na nossa vida aparecem o tempo todo. Eu procuro tentar contornar essas situações da melhor forma possível. Muitas vezes, posso acabar machucando alguém e se o fiz, desculpe. Nossas escolhas sempre geram consequências. Sejam quais forem elas.

Já levei muito tapa na cara, já fui enganada diversas vezes, já vi muita coisa. Mas nem por isso, vi tudo.
Aprendi que quando uma oportunidade entra pela sua porta, você tem que agarrá-la. Ela já tinha entrado 2 vezes na minha vida e deixei escapar sempre pensando os outros.
Recentemente, ela entrou pela terceira vez. Pensei mais em mim e vou aproveitá-la. Não que eu esteja deixando aflorar um sentimento egocêntrico. Não é isso. O fato é que me privei de muita coisa dessa vida por causa de terceiros e por causa disso, fui infeliz. Assim, digamos que eu tenha meus motivos agora.

No final das contas, eles podem falar mal de mim e fazer intrigas. Eles julgam o tempo todo, disso nós sabemos. E sinceramente? Não estou mais me importando.
Sempre me importei demais.
Agora estou sendo feliz. Independente do julgamento deles.
Todas as pessoas deveriam fazer a mesma coisa: cuidar mais de suas vidas, cuidar mais de si mesmo, fortalecendo a sua alma. O que vier depois, garanto que é lucro.

Ps: Como vocês repararam, eu mudei o nome deste blog novamente. "Et invencien" é uma expressão latina, que significa "ele vencerá" ou "achará", "encontrará", "inventar" Vocês devem estar se perguntando quem ou o que. Essa eu deixo pra vocês descobrirem. Penso que somente os bons de alma e coração entenderão e saberão "quem" ou "o que" será encontrado, inventado e reinventado e que no final, vencerá.

No final das contas, ele sempre vence.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ainda há razões para crer em um mundo melhor




Dia desses vi uma propaganda muito interessante de um certo refrigerante. Ela dizia algumas coisas ruins que acontecem no mundo e fazia umas comparações com algumas coisas boas que também acontecem. E isso me chamou muito a atenção.
Foi reconfortante saber que para cada tanque que é fabricado no mundo, há 131 mil bichinhos de pelúcias e que para cada Bolsa de Valores que se despenca, há 10 versões de "What a Wonderful World". Que para cada pessoa corrupta, há 8 mil doando sangue e que para cada muro que existe, há 200 mil tapetes de "Bem Vindo".
No mundo são imprimidas mais notinhas de Banco Imobiliário que dólares e há mais vídeos divertidos na internet do que notícias ruins. Para cada cientista que trabalha na fabricação de uma bomba atômica, há 1 milhão de mães fazendo bolos de chocolate e que "Amor" tem mais resultados no Google que a palavra "medo".
Não sei se são dados verdadeiros ou se é só estratégia de marketing. Mas me passou uma mensagem boa e quis vir aqui e dividir com vocês. Pode ser que essa grande empresa não seja lá das mais corretas. Eu não sei. Porque o que importa é que, apesar de todas as coisas, há razões para crer em um mundo melhor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

As águas de março



"São as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida do teu coração"




E vem chegando o final da estação. Acabou os sorvetes, o dia na praia, o banho de cachoeira e todas essas coisas que a gente só faz no verão. Só restou a pele bronzeada. Que também vai acabar um dia. Só restou essas águas de março, que vem encerrando esse período. Lavando todas as mágoas e coisas ruins que ficaram pra trás. Lavando a alma. Eu espero que também traga coisas melhores. O meu coração espera por dias melhores que ontem.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

What goes around, comes around




Tudo o que vai, volta.

De um jeito ou de outro, sempre acaba retornando. Se isso está mesmo destinado a ser nosso, vai ser sempre nosso. Não importa se um dia houve o infortúnio do desencontro. Não importa quanto tempo vai levar: dias, meses, anos ou séculos.

Eles sempre voltam.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Falsas promessas




Por que as pessoas mentem?
Será que ser sincero sempre é tão difícil assim?
Mentem por motivos fúteis e banais. Mentem por motivos sérios e complicados. Seja qual for a circuntância, mentir é mais fácil, não é? O problema é que sempre deixa consequências depois.
Pior que mentir, é prometer. E não cumprir. Vou explicar o porquê, prometo.
Passei boa parte da minha vida acreditando em falsas promessas, falsos argumentos, falsos sentimentos. Preferia muito mais ter passado somente por falsas mentiras.
Existem coisas nesse mundo que são extremamente dolorosas. Promessas falsas é uma delas.
Você passa o tempo inteiro fantasiando, e colocando expectativas. E depois chora desesperadamente porque nada foi como você tinha imaginado que seria.
Seja aquela viagem que você tanto esperava por meses e viu que o lugar nem era tão interassante, o telefonema que você não recebeu, seja o que for. A decepção é bem maior depois.
Sinceramente? Não sei porque estou escrevendo sobre isso. Talvez porque alguém apareceu na minha vida, disse coisas lindas que deixaria qualquer garota apaixonada, prometeu mundos e fundos e depois se foi sem dar explicação. Ou talvez porque me deu a simples vontade de escrever sobre isso. Enfim, não vem ao caso.
Certas coisas aconteceram nessa vida. E a partir delas, não acreditei mais em contos de fadas. Eu quero dizer, não acreditei mais que as coisas são pra sempre. Nada na vida é pra sempre. Não nessa vida.
Espero que eu ainda possa acreditar no amor. Espero que todos possamos. Porque ele é a única coisa boa. A única coisa que salva tudo e todos.
Até mesmo das mentiras.
Acho que não consegui explicar o porquê que prometer é pior que mentir, como tinha prometido no início do texto. Desculpa!
Falsas promessas, como sempre.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É só.




Tempo pra pensar e sentir.