
Porque ela era assim, ninguém sabia. O porquê dela ficar pensando em coisas que não devia mais pensar e em pessoas que não pensam mais nela. Ninguém sabia o porquê de pensar mais nos outros do que nela. Não era pela falta do que fazer. Talvez fosse pelo excesso. Excesso de preocupação o bem-estar de quem ela tanto amava.
Volta e meia, ela perdia noites de sono, passava horas em claro lembrando-se de coisas que não pertenciam mais a ela. Um dia pertenceu, mas não pertence mais. E chorava... chorava até seus olhos ficarem secos por falta de lágrimas. Mas o problema talvez não fosse a falta. E sim, o excesso.
Com a falta ela já convivia a um tempo e já estava acostumada com isso. Com o excesso, estava aprendendo a conviver.
Ela era sentimental demais. Isso a fazia sofrer e chorar. Ela sabia que sofrer e chorar não iria trazer de volta aquilo que se queria. Mas era a única coisa que ela sabia fazer até então. E quanto aos sentimentos, também era a única coisa que ela sabia. E foi, por muito tempo, sentimental demais.
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