Ela estava começando a ficar apaixonada. Era um fato. O jeito como ele mexia com os sentimentos dela e o jeito que ela ficava quando ele se lembrava dela, seja por uma mensagem ou por simplesmente perguntar como estava.
Eles pensavam igual. Tinham praticamente a mesma filosofia de vida, sempre se preocupando com as pequenas causas. Eles tinham muito em comum. Ela, então, percebeu que poderia voltar a sentir aquilo novamente. Que ainda estava viva. Ele a fazia sentir-se viva. Ela percebeu que poderia recomeçar. E reaprender a amar.
Ela gostava dele, porque ele se importava com ela, de uma certa forma. Mas ela sabia que mesmo ele passando a gostar dela, ele não tentaria nenhuma relação mais próxima. Tudo por fidelidade a um amigo. mas no fundo, ele também sentia a mesma coisa. Só faltava se render.
Ela não podia fazer mais nada além de guardar esse sentimento pra si, já que se falasse o que sentia, não adiantaria em nada.
É, se ela pudesse voltar no tempo, talvez tivesse feito escolhas diferentes. Toda escolha acarretaria em alguma consequencia. Se tivesse trilhado caminhos distintos, será que ela o teria conhecido? Não se sabe.
Os dois tinham química. Uma chama ardente que permanecia acesa de um certo modo inexplicável. Uma chama que corria dentro do pulsar de cada veia. Queriam pertencer um ao outro. Era uma conexão sem fim. E disso os dois sabiam. Sabiam também que um dia viveriam esse sentimento, que a hora dos dois um dia chegaria. Por mais que estivessem separados pela distancia física, existia algo que os mantinha conectados.

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